09 maio 2014

Rascunhando a vida

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De noite, quando não tinha mais no que pensar e não conseguindo dormir, comecei a pensar na vida. Comecei pensando nas memórias mais antigas, não sabendo o que vinha primeiro e nem mesmo quantos anos eu tinha quando aquilo aconteceu. Depois pensei nos últimos acontecimentos da minha vida, do mais simples ás grandes conquistas. Não tinha conquistado tanta coisa quanto eu queria sozinha, mas o que eu poderia fazer, nem mesmo trabalho, sou só uma aluna do último ano do ensino fundamental, totalmente dependente dos pais.
Logo comecei a rascunhar o futuro. Sem nenhuma folha e caneta, ou qualquer arquivo no word aberto, comecei a pensar o que eu seria do próximo ano em diante. Será que eu conseguiria um emprego aos catorze? E será que ele seria bom? Não sabia e nem mesmo sei dizer, mas coloquei no rascunho que ficaria arquivado nos meus pensamentos.
A ordem era simples: Queria trabalhar até sabe-se lá quando; queria também conseguir fazer um  cursinho, mas não era uma das prioridades; cursaria Jornalismo na faculdade, apesar de não ter a mínima certeza de que será realmente este curso que irei fazer; e trabalharia, namoraria, casaria, e enfim.
Como se estivesse escrevendo um livro, fui revisando e incrementando o pequeno rascunho. Fui trocando algumas palavras, acrescentando vírgulas, fui corrigindo erros, acentuando as palavras corretamente... não chegou nem perto de ser uma noite em claro, dormi antes mesmo de concluir a simples revisão.

Já se tornou costume toda noite pensar no futuro, e fazer algumas mudanças no meu rascunho. É como seu eu escrevesse um livro que seria publicado em minhas memórias, e se tudo ocorresse como o previsto, seria um livro auto-biográfico.

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