10 dezembro 2014

Resenha: Cidades de Papel - John Green

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Criar polêmica é citar os livros de John Green. Enquanto uns amam um livro do autor, outros odeiam, e realmente é difícil ter um meio termo. Mas, mesmo assim, hoje vim fazer resenha do Cidades de Papel, de John Green.

“Basta lembrar que, às vezes, a forma como você pensa sobre uma pessoa não é a maneira como elas realmente são.”

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Acredito que essa será a primeira vez que deixarei apenas a sinopse do livro falar por si, porque só ela já está ótimo, sério. Então, pulando toda aquela descrição de sempre, já vou falar das minhas impressões sobre o livro.

Eu gostei deste livro, gosto da escrita do John Green, em meu caso ela flui facilmente. Escutei muitas pessoas dizendo que o autor tem uma fórmula para todos os livros na construção de um personagem, e eu acredito que não. Exemplo: o único livro que li deste autor (além deste mesmo) foi A Culpa é das Estrelas, e se formos analisar da forma que todos olham, "existe sempre um descolado - popular - e outro nerd", mas em ACEDE não temos nenhum personagem super descolado, apesar de Cidades de Papel ter a Margo. Entenderam onde quero chegar? A real e maior semelhança entre os livros é o romance, que é algo realmente forte.
Gostei dos personagens, o Q foi um personagem simples mas mesmo assim eu consegui ver uma boa construção, até porque ele era um garoto nerd com uma paixão platônica, e conhecemos um pouco mais da sua personalidade conforme o livro passa. Seus amigos eram personagens fortes, com características impostam logo quando os vemos pela primeira vez, porque o resto do período colocado no livro se concentra em Margo.
Muitas pessoas acharam cansativo o fato do livro apenas relatar uma busca, e nada mais, mas eu achei emocionante, e isso que me motivou a ler, criar teorias de madrugada, e etc. Apesar disso, ainda existe o fator formatura, que neste caso é algo importante para qualquer aluno do terceiro ano do ensino médio. Digo até que foi bem inteligente os fatos colocados no livro, tanto na tal aventura de Q e Margo, quanto na busca de Q por Margo.

Sobre o polêmico final do livro, eu me mantenho neutra. Fiquei refletindo muito tempo sobre ele e acredito que não desmereceu o livro, até porque as coisas nem sempre acabam como a gente espera, e mesmo assim nem todo "final" é feliz, e eu acabei não entendendo porque as pessoas conseguiram acreditar na aventura inteira pela qual eles passaram, e não gostar de um final que acabou sendo o "mais realista" do que toda a busca. Então, eu amei o livro como um todo.
Margo se tornou personagem principal deste livro a partir do momento em que se iniciou a busca, porque aí nós descobrimos que além de nós e Quentin tentar descobrir onde ela está, ela - e mais uma vez, nós e Quentin - estamos descobrindo quem ela realmente é, e comparando com quem nós achávamos que ela era e tudo que tornou o livro tão bonito e que muitas pessoas podem não ter entendido.
Tenho minhas frases favoritas, e uma delas é o que deu título ao livro, e só por aquela citação eu teria o comprado. Mas, mesmo assim, existem as críticas negativas que, vocês que ainda não leram, tem que levar em conta. Tenho duas dicas se você quer saber se vale a pena lê-lo ou não, com tantas críticas opostas: 1) Leve em conta a opinião de quem tem a mesma opinião que você, ou 2) Se arrisque e leia. Eu me arrisquei e gostei do livro!

Essa foi a resenha, só gostaria de acrescentar que eu respeito a opinião de todos, se você já leu o livro, deixe sua opinião nos comentários, e se você não leu, me diga se irá se arriscar ou não na leitura! Beijos 
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Skoob: Aqui | Editora: Intrinseca | ISBN: 9788580573749 | Ano: 2013 | Páginas: 366 | Tradutor: Juliana Romeiro

8 comentários:

  1. Simplesmente meu livro favorito do John Green!
    Também aceitei o final e o achei bem realista, o Green não gosta muito de finais felizes demais e acaba dando o que pensar para os leitores. Eu mesma pensei bastante.
    O meu exemplar está atolado de post it, amei praticamente todas as frases do livro, rsrs.
    Estou bem empolgada com o filme! Já que o Green está cuidando de tudo eu tenho certeza que irei amar a adaptação :D
    Adorei a resenha!
    Beijos
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com/

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    1. Também estou esperando o filme, estou bem ansiosa!! Espero que seja tão bom quanto A Culpa é das Estrelas!!

      Beijos!

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  2. Sou doida pra ler cidades de papel. John Green arrasa.

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  3. Fiquei interessada em ler, adorei a culpa é das estrelas então acho que vou amar esse tbm. viseta meu blog http://desaaltoalto.blogspot.com.br/

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    1. Sim, espero que você leia e goste, mas como eu disse na postagem, ou você ama ou odeia, e muitos não gostaram! Beijos.

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  4. menina que livro lindo amei a resenha e me deixou muito curiosa em ler
    beijo

    http://loucaapaixonada22.blogspot.com.br/

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