24 agosto 2015

Pensamentos

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As vezes eu acho que invento muita moda. Cheia de hobbys, sempre arrumando novas coisas para fazer, criando novos compromissos e responsabilidades. Minha vontade é jogar tudo pro ar e entregar-se a uma rotina comum, como a de qualquer outro jovem da minha idade.
Escola, casa, escola, casa, escola... e sempre reclamar da, tão feliz, vida. Mas meu coração não pertence só a isso, pertence aos meus hobbys e novos amores, inventar moda, nada disso, apenas me entrego ao que a vida tem pra dar.
Entre minhas novas paixões, o teatro, que já me apareceu outras vezes, mas nunca esteve tão forte. As artes em geral, quadros, pinturas, sua história, ali está a minha apreciação. Nunca largo meus livros, minhas boas leituras. O que mais me intriga é essa tal de internet, o meu blog de tantos anos de idade. Meus gostos mudaram desde sua criação, e não tenho mais tanta vontade. O problema é que depois de tudo, não sei se me daria ao luxo de acabar com tudo, daria? 

O que fazer quando não sabemos o que fazer? Quem sou eu para responder esta pergunta, e quem me dera saber a resposta. Mas de uma coisa eu já sei, não nasci para rotinas comuns. Nada de viver na mesma rotina que tudo e todos, não sou obrigada a por minha felicidade apenas em estudos para meu futuro milionário. Os estudos são mais que necessários, e eu vou continuar me esforçando, mas minha felicidade e alegria não é apenas isso. Minha felicidade alcança outros parâmetros, aquelas coisas chatas que a maioria dos meus amigos não entendem. Aos textos, ao teatro, a leitura, a arte, e pensem o que quiserem. E claro, não posso esquecer do que me faz tão feliz: Deus acima de tudo, se não minha vida não anda, empaca, fica parada na lama. 

É tão estranho perceber o quanto minha cabeça anda a mil por hora, um pensamento atrás do outro e é certeza que nem todos vão entender ou acompanhar. É como se eu estivesse escrevendo um gigante monólogo sobre os meus pensamentos a todo momento, e na minha cabeça me privo de palavras e procuro formas de dialogar comigo mesma como se estivesse escrevendo um roteiro ou um texto para eu mesma, ou se não pintando um quadro que nunca sairia da tela, apenas pra mim. 

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